No dia 21 de novembro de 2013, o Congresso Nacional anulou a sessão que declarou vaga a presidência em 1964. Com essa anulação, a ideia de “golpe militar tornou-se indiscutível.

Mas, qual a motivação de um congresso eleito pelo povo rememorar algo que aconteceu a mais de quatro décadas? Vejam O que não te ensinaram na escola sobre o Regime Militar:

João Goulart governava o segundo maior país de toda América em meio de uma das maiores instabilidades políticas internacionais da história, a Guerra Fria. As duas superpotências (EUA e URSS) viviam em uma busca frenética por países onde pudessem exercer influência política, e o Brasil, é claro, estava na lista de pretensões desses países.

 

Fidel Castro entre o vice-presidente João Goulart e o presidente Juscelino Kubitschek.
Fidel Castro entre o vice-presidente João Goulart e o presidente Juscelino Kubitschek.

Segundo inúmeros historiadores, Jango era simpatizante do movimento revolucionário em Cuba, portanto não é preciso explicar qual lado da moeda o então presidente apoiava. Para os EUA, seria um desastre o Brasil conceder apoio a URSS, considerando que estávamos em sua zona de influência.

Vejam: Operação Brother Sam: A intervenção de 64

A voz do povo

Regime Militar- Brasil não será uma nova cuba

Alguns setores da sociedade conheciam a disputa ideológica que estava em trâmite no Brasil, entre comunistas e conservadores.

O temor pela perda dos direitos à liberdade que o Brasil democrático tinha já naquela época, acabou por mobilizar não somente a sociedade conservadora, mas o povo em geral.

Panfletos intitulados “Manifesto ao Povo do Brasil”, demonstravam que as mudanças implementadas pelo Presidente João Goulart poderiam levar o país ao Comunismo.

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Foi uma forma intencionalmente usada para mostrar aos comunistas que, em caso de tentativa de golpe “vermelho” (onde indícios indicavam a possibilidade de ocorrer antes do fim do mandato de João Goulart), a população resistiria.

Ocorreu em praticamente todas as capitais do país, mesmo após a cassação de Jango, e por isso, muitos passaram a chamá-la de “Marcha da Vitória”.

A voz da grande mídia

A grande mídia no Brasil, já exercia um importante papel como formadora de opinião naquela época.

“Participamos da Revolução de 64, identificados com os anseios nacionais de preservação das lnstituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada. Quando a nossa redação foi invadida por tropas anti-revolucionárias, mantivemo-nos firmes e nossa posição.Prosseguimos apoiando o movimento vitorioso desde os primeiros momentos de correção de rumos até o atual processo de abertura, que se deverá consolidar com a posse do novo presidente.”  – Roberto Marinho

Golpe de 64?

Tendo em vista a efervescência da população, em abril de 64, João Goulart covardemente ausentou-se dos trabalhos da presidência e por consequência em uma sessão presidida por Auro de Moura Andrade foi deposto do cargo.

“Atenção, o senhor Presidente da República deixou a sede do governo. Deixou a nossa nação acéfala. Em uma hora gravíssima da vida brasileira é preciso que o chefe de estado permaneça em seu governo. Essa acefalia configura a necessidade do Congresso Nacional como poder civil, tomar atitude que lhe cabe nos termos da constituição, para fim de restaurar nessa pátria conturbada, a autoridade do governo e a necessidade de governar. Não podemos permitir que o Brasil fique sem governo. Sob a nossa responsabilidade, pela população do Brasil e pela ordem, declaro vaga a Presidência da República!” – Auro de Moura Andrade, sessão em 1º de Abril de 1964

Auro de Moura Andrade declara vaga a Presidência 1964
Auro de Moura Andrade declara vaga a Presidência 1964

 

O Regime

O Regime Militar no Brasil durou 21 anos, sucessivamente governado por presidentes de caráter nacionalista, desenvolvimentista e de oposição ao comunismo. Marcado por altos baixos, o período é lembrado nos dias atuais pelo desrespeito para com os direitos humanos e por ter sido originado por um suposto “golpe militar”.

Brasil Potência

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Por incrível que pareça, o nosso país já teve grande representatividade internacional. No governo Médici o PIB chegou a crescer 14% ao ano, alavancando a economia do país da 49ª para a 8ª maior do planeta. Obras faraônicas saíram do papel, como a construção de seis usinas hidrelétricas, que operam até hoje.

Conquistas

O Regime Militar conseguiu aniquilar qualquer ameaça comunista, como a derrocada de organizações terroristas. A guerrilha do Araguaia e a VAR-Palmares, por exemplo, não tiveram a mínima chance contra o Exército de Caxias.

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O próprio João Figueiredo acabou facilitando a volta de eleições diretas pra presidentes e governadores, tendo o Regime Militar seu fim em 1985.

*O site FatosMilitares.com tem suas publicações feitas por diferentes redatores, e portanto, não estão isentas de contextos diferentes.

  • Luiz Parussolo

    Desapareceram com toda a história e construções do Regime Militar.
    Os militares tomaram um país atrasado, de macacos. O país não tinha nada, só analfabetismo e atraso. Nada de nada, só Brasília que consumiu na roubalheira mais de dez dela e condenou os cafeicultores que era a única receita exportável do país em corrupções.
    Construíram infraestrutura, criaram toda a organização burocrática e produtiva organizando o país como nação e não como território de índios,
    Criaram o sistema financeiro, Banco Central, as sociedades de economia mista, autarquias, fundações e empresas públicas para sustentar a falta de recursos e aptidão da iniciativa privada na criação da indústria e no desenvolvimento agropecuário e do comércio para não entregar o país ao capital estrangeiro como pretendia a UDN. Deus condições de país competitivo internacionalmente em todos os segmentos em todos segmentos produtivos e comerciais concorrendo mundialmente em quase todos os segmentos internacionalmente embora a existência persistente a mentalidade corrupta de políticos, produtores, empresários e especuladores terceirizados.
    Criaram a previdência social, o FGTS, assistência médica, cursos superiores nos estados, assistência médica gratuíta através do SUS, hidrelétricas, rodovias, armazéns gerais, luz elétrica para cidades e o campo, financiamentos às atividades em geral, inclusive para armazenamentos e exportação, que eram desviadas em corrupções. Na verdade eles construíram um país de primeiro mundo e entregaram para macacos, desde o primeiro gorila presidente, José Sarney, após a morte suspeita de Tancredo Neves.
    O que fizeram nestes 32 anos. Destruíram e entregaram tudo porque somos administrados, legislados e julgados por macacos. Porque é o que o Brasil tem na iniciativa privada.
    As criações militares foram exuberantes e geniais, embora alguns ministros, como Delfim Neto por exemplo, quase botaram tudo a perder.
    Corrupções existiram, mas pela genética maldita corrupta brasileira e camuflada pelas autoridades civis que compunham o governo.
    O Regime Militar não foi uma ditadura como é sustentado mas um regime livre e farto para os honestos e trabalhadores. O Brasil era feliz e não sabia.
    De lá para cá nós brasileiros só vivemos tormentos e destruições e ninguém tem segurança.
    Uma coisa: Nenhum país do mundo vai para lugar algum sem o desenvolvimento industrial e tecnológico e nós que destruíimos tudo a partir de nossos macacos que dominam os poderes na União, nos Estados e nos Municípios nem chave de fenda conseguimos mais produzir por nós mesmos. ,

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