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10 curiosidades sobre a Guerra do Vietnã

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Em 1959, menos de duas décadas após a Segunda Guerra Mundial e apenas cinco anos depois da Guerra da Indochina, estourava mais um conflito de proporções históricas: a Guerra do Vietnã. Até 1975, dois governos lutaram pela unificação do país em um único governo sob a liderança de apenas um deles.

Sob efeito das tensões causadas pela bipolarização causada pela Guerra Fria, os Estados Unidos acabou se envolvendo diretamente nesta guerra e, em 1969, cerca de 500 mil soldados americanos já haviam sido enviados ao país para combater em uma luta ideológica entre o comunismo e o capitalismo.

Estima-se que, após anos de guerra, de 1,5 milhão a 3 milhões de vidas tenham se perdido no Vietnã, porém, nenhuma fonte se atreve a dar certeza desses números. Outra estatística marcante deste conflito é a violência constantemente direcionada ao civis, além do uso expressivo das armas químicas por parte dos americanos, o que impôs graves consequências ao país no médio e longo prazo.

Conheça dez curiosidades  sobre a Guerra do Vietnã

Soldados americanos na Guerra do Vietnã

Soldados americanos na Guerra do Vietnã

Nomenclatura

Apesar de um certo consenso de que o nome do conflito seja Guerra do Vietnã, os vietnamitas não se referem a esse período com esta nomenclatura. Por lá, o confronto é chamado de Guerra de Resistência Contra a América.

Cães de Combate

Cerca de 5 mil cães foram utilizados pelos estadunidenses durante os embates da Guerra do Vietnã. Os animais eram altamente treinados para reconhecer emboscadas e foram responsáveis por resguardar a vida de milhares de militares. Para isso, os cães eram treinados a reconhecer ruídos como o engatilhar de uma arma, por exemplo.

Os 281 cães que vieram a morrer em combate foram declarados como heróis anônimos pelas Forças Armadas Americanas.

Bombas em Laos

Cerca de 2 milhões de toneladas de bombas foram despejadas pelo exército americano no sobre o Laos entre os anos de 1964 e 1973. Este número é o equivalente a utilizar um avião carregado de bombas para bombardear o local a cada oito minutos durante nove anos.

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Restos da guerra

Os vestígios da guerra foram largamente utilizados pela população. Agricultores, por exemplo, reciclaram tanques externos de aeronaves americanas para utiliza-los como barcos e canoas.

Massacre de My Lai

Um dos militares que protagonizou o chamado Massacre de My Lai, onde o mesmo foi responsável pela morte de 70 a 80 civis vietnamitas terrivelmente assassinados a sangue frio, foi totalmente perdoado pelo então presidente americano, Richard Nixon. O perdão liberou o tenente, inclusive, de cumprir prisão domiciliar.

Herói de My Lai

Neste mesmo episódio, em My Lai, Hugh Thompson Jr, um capitão do exército americano, deu ordens de que seus homens levantassem armas contra seus próprios colegas americanos a fim de proteger os vietnamitas e por um fim à matança.

Estimulantes

Entre 1966 e 1969, cerca de 225 milhões de unidades de estimulantes foram consumidas por soldados americanos que combatiam no Vietnã. Nesse período, o Exército fornecia a seus soldados uma grande quantidade de esteroides, analgésicos e anfetaminas, a fim de que os militares pudessem lidar melhor com as situações de combate.

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C4

Uma grande curiosidade sobre este período é que, além das drogas e medicamentos fornecidos pelo próprio exército, os soldados americanos consumiam também pequenas quantidades do chamado C4, um explosivo plástico que, por conta de sua química, tem o poder de provocar alucinações semelhantes as provocadas pelo uso de entorpecentes.

Fogo amigo

Pelo visto o perigo não vinha apenas do inimigo. Estima-se que cerca de 39% das mortes entre os soldados americanos durante a Guerra do Vietnã tenham sido causadas por fogo amigo.

Vida pós-guerra

Após o fim da guerra, Nguyen Ngoc Loan, o general mundialmente famoso por protagonizar a fotografia intitulada Execução em Saigon, se mudou para os Estados Unidos e abriu uma pizzaria. Ele e sua família ainda chegaram a sofrer ameaças após descobrirem quem ele era.

Info: Britannica

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Higor Mendes
Redator com cinco anos de experiência, apaixonado por história da Segunda Guerra Mundial, política, futebol e curiosidades em geral.

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