A Força Aérea dos EUA (USAF) lançou mais de 20.000 mísseis e bombas na guerra aérea contra o Estado Islâmico (EI), esgotando seus estoques de munições e levando o serviço militar a vasculhar depósitos de material bélico em todo o mundo na busca de mais armas e encontrar o dinheiro para comprar novas, segundo registros obtidos pelo periódico norte-americano US Today.

Os esforços da Força Aérea surgem num momento em que o Pentágono intensifica seus ataques aéreos ao Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria. Essa campanha de bombardeio começou em agosto de 2014 no Iraque e se espalhou para a Síria um mês depois.

“Precisamos repor nosso estoque de munições. Armas levam anos para serem produzidas entre o dia em que o contrato é assinado até que elas deixem a linha de produção” disse a secretária da USAF, Deborah Lee James, em comunicado.

A USAF realiza a maioria dos bombardeios usando uma variedade de aviões de guerra que incluem desde drones do tipo Predator até enormes bombardeiros B-1. Pilotos da marinha e de vários outros países também voam missões semelhantes.

“Estamos gastando munição mais rápido do que podemos repô-las. Bombardeiros B-1 lançaram bombas em números recordes. Os F-15E estão na luta porque eles são capazes de empregar uma grande variedade de armas e e o fazem com grande flexibilidade”, disse o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, brigadeiro Mark Galês, em um comunicado. “Nós precisamos dos recursos para garantir que estaremos preparados para uma longa luta. Esta é uma necessidade crítica.”

Desde o Verão o percentual de aviões de ataque lançando bombas em missões aumentou. Em Julho e Agosto metade dos aviões de guerra retornou à base, sem lançar suas armas, informou o coronel do Exército Steve Warren, porta-voz dos militares em Bagdá. Em outubro 60% dos aviões atacaram alvos do EI e em novembro o número subiu para 65%.

“Estamos atacando o EI em várias frentes”, disse Warren. “Nós atacamos seus combatentes na Síria e no Iraque, estamos atingindo a capacidade deles em financiar operações ilegais e desprezíveis.”

FONTE: PODER NAVAL