Conheça a Guerra de Independência dos Estados Unidos

Os legalistas americanos, ou “tories”, como seus opositores os chamavam, se opunham à revolução e muitos pegaram em armas contra os rebeldes.

Os americanos de hoje costumam considerar a Guerra da Independência como uma revolução, mas, sob certos aspectos importantes, foi também uma guerra civil. Os legalistas americanos, ou “tories“, como seus opositores os chamavam, se opunham à revolução e muitos pegaram em armas contra os rebeldes.


As estimativas são de que os legalistas podem ter chegado a 500.000, ou seja 20% da população branca das colônias. Qual a motivação dos legalistas? A maior parte dos americanos educados, quer legalistas quer revolucionários, aceitavam a teoria de John Locke sobre os direitos naturais e o governo limitado. Os dois lados, legalistas e rebeldes, criticavam algumas ações britânicas, como a Lei do Selo e os Atos Coercitivos.

O general Washington e o Marquês de La Fayette com suas tropas no Vale Forge.

Contudo, os legalistas queriam protestar de forma pacífica, por acreditarem que a violência resultaria em tirania ou no domínio da plebe. Também acreditavam que a independência significaria a perda dos benefícios econômicos decorrentes da participação no sistema mercantil britânico. Havia legalistas de todas as classes sociais, embora predominassem os pequenos agricultores, artesãos e comerciantes. Não é surpreendente que quase todas as autoridades britânicas tenham permanecido leais à coroa.

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Os comerciantes ricos tendiam a ser leais, assim como os pastores anglicanos, sobretudo na Nova Inglaterra puritana. Dentre os legalistas, havia também negros (a quem os britânicos haviam prometido alforria), índios, empregados com contrato e imigrantes alemães que apoiavam a coroa, sobretudo porque George III era de origem alemã. Variava de colônia para colônia o número de legalistas.

Estimativas recentes sugerem que metade da população de Nova York era legalista: a cidade tinha uma cultura aristocrática e fora ocupada pelos britânicos durante toda a revolução. Nas Carolinas, os agricultores do interior eram legalistas, enquanto os grandes fazendeiros do litoral tendiam a apoiar a revolução. Durante a guerra de independência, a maioria dos legalistas pouco sofreu por motivo de suas convicções. Entretanto, uma minoria de cerca de 19.000 homens, armados e abastecidos pelos britânicos, lutou na guerra.

William Franklin (1730 – 1813), reconhecido filho ilegítimo de Benjamin Franklin, foi o último governador colonial de Nova Jersey (1763 a 1776), Franklin foi um fiel lealista durante a Guerra Revolucionária Americana.

O governador da Carolina do Norte, Josiah Martin, insistiu com os cidadãos da colônia para que permanecessem leais à Coroa. Quando 1.500 homens atenderam seu chamado, foram derrotados pelas forças revolucionárias, antes que tropas britânicas pudessem chegar em seu socorro.

Os herdeiros de William Penn, da Pensilvânia, por exemplo, assim como os de George Calvert, de Maryland, receberam generosas indenizações. Nas Carolinas, onde havia muita animosidade entre rebeldes e legalistas, poucos legalistas recuperaram suas propriedades.


Em Nova York e nas Carolinas, o confisco de terras de legalistas resultou numa espécie de revolução social, uma vez que grandes propriedades foram repartidas entre pequenos agricultores.

Cerca de 100.000 legalistas deixaram o país, inclusive William Franklin, filho de Benjamin, e John Singleton Copley, o mais importante pintor americano da época. A maioria foi para o Canadá. Alguns voltaram depois, embora vários governos estaduais proibissem aos legalistas o acesso a cargos públicos. Nas décadas que se seguiram à revolução, os americanos preferiram esquecer os legalistas. Com exceção de Copley, eles foram ignorados pela história americana.

 

EM COLABORAÇÃO COM FILHOS DA LIBERDADE – HISTÓRIA AMERICANA

ORGANIZADO A PARTIR DE: DEPARTAMENTO DE ESTADO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA, PERFIL DA HISTÓRIA DOS EUA, PÁGINA 79.

 

Guerra de Independência dos Estados Unidos, uma guerra civil
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