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Katyusha: a arma secreta soviética que apavorava os soldados alemães

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Arma secreta da União soviética

Conheça Katyusha, a arma secreta soviética que apavorava os soldados alemães

Embora não tenha causado muito impacto quando apresentada ao alto escalão soviético antes da Segunda Guerra Mundial, a Katyusha, também apelidada de Órgãos de Stalin, surpreendeu após seus primeiros disparos de teste. “Por que você não me contou sobre termos uma arma dessas?”, teria dito o ministro da defesa Semion Timochenko a seu vice quando conheceu o poder de fogo do que viria a ser o símbolo da guerra para os Soviéticos.

Seu nome oficial era BM-13, sendo BM referente a “máquina de combate” e o 13 em alusão ao calibre de seus ensurdecedores mísseis. A composição era simples: poderosos lançadores de foguetes acoplados a caminhões American Studebaker, cedidos pelos americanos como parte de um programa de empréstimos.

A produção dos lançadores de foguetes Katyusha se deu através de um projeto altamente secreto, o que implicou na instalação de um dispositivo para a destruição dos caminhões em caso de captura, impossibilitando que os alemães pudessem estudar e conhecer a estrutura da arma.

Arma soviética Katyusha

Regimento de BM-13 disparando contra linhas inimigas em local e data desconhecidos. Fonte: Revista Intertelas

Além disso, os regimentos que possuíam tal armamento, batizados de Guardas Morteiros, receberam esse nome com o intuito de confundir o inimigo, escondendo a real função desempenhada por seus soldados.

Em seu diário, o chefe do Estado-Maior da Wehrmacht, Franz Halder, escreveu sobre um bombardeio a cidade de Orcha, à época ocupada por alemães. “Os russos usaram uma arma desconhecida até agora. Uma tempestade de bombas queimou a estação ferroviária de Orcha, assim como todas as tropas e equipamentos militares. O metal derretia e o solo queimava”.

 

Soldados preparando BM-13 para disparo

Soldados soviéticos preparam um BM-13 para uma série de disparos. Fonte: Getty Images

Além de assustadoras, as BM-13 eram quase invisíveis. Por se tratarem de nada mais nada menos que caminhões, era simples e rápido o deslocamento de todo o regimento após uma sequência de disparos. Outra questão que dificultou a vida dos alemães era o fato de que os foguetes eram projetados para deixar um rastro mínimo, dificultando ainda mais a sua localização.

Com seu grande sucesso e efetividade, os Katyushas se tornaram o símbolo da Segunda Guerra Mundial para os soviéticos e de terror para os nazistas.

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Higor Mendes
Redator com cinco anos de experiência, apaixonado por história da Segunda Guerra Mundial, política, futebol e curiosidades em geral.

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