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Luger P08: a pistola mais desejada da Segunda Guerra Mundial

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Conheça a Luger P08, a pistola alemã que se tornou extremamente popular durante Segunda Guerra Mundial

Considerada como a maior lembrança material que um soldado aliado poderia levar para casa, a pistola Luger P08 é uma pistola semiautomática fabricada pela Alemanha entre os anos de 1900 e 1941, sendo adotada pelo exército alemão no ano de 1908. Somente no período da Primeira Guerra Mundial, de 1914 a 1918, cerca de dois milhões de unidades dessa pistola estiveram em combate.

Hugo Borchadt seria o responsável por, em 1893, dar início a um projeto que mais tarde seria patenteado por Georg Luger, que realizou todo o desenvolvimento e aprimoramento necessários para que a pistola, enfim, pudesse partir para a produção em massa.

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Apesar do nome mais conhecido, em homenagem a Georg Luger, a nomenclatura das primeiras unidades, produzidas a partir de 1900 pela fabricante de armas Deutsche Waffen-und Munitionsfabriken (DWM), foram simplesmente denominadas Pistole 1900.

Posteriormente, assumiu o nome Luger P08 e sua definição técnica passou a ser P08 Parabellum-Pistole, sendo o 08 em referência ao ano em que ela entrou para o arsenal do exército e o restante oriundo do latim, pistola para a guerra. Estima-se que cerca de 35 versões tenham sido produzidas pelos mais diversos fabricantes.

Primeiras aquisições

A primeira encomenda das pistolas Luger P08 partiram da Marinha Alemã, à época Marinha Germânica, no ano de 1904. Outros pedidos, também da Marinha, viriam a acontecer em 1906 e 1908, enquanto o exército só adotaria esta pistola para seu arsenal em 1908.

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Mesmo após o fim da Primeira Guerra Mundial e a imposição de restrições à Alemanha derrotada, através do Tratado de Versalhes, a produção das pistolas Luger P08 não cessou e no interior do país e em linhas de produção localizadas em outros pontos da Europa sua fabricação seguia a todo vapor.

Efetividade em combate

A Luger P08 ficou extremamente popular durante os embates da Segunda Guerra Mundial, sendo amplamente vista em ação nas mãos da infantaria do Exército Alemão, que inicialmente fazia uso dessas pistolas no calibre 7,65×21 mm Parabellum, porém, após uma modificação, passou para 9 mm Parabellum, o que proporcionou mais precisão e velocidade. Mais tarde o calibre 9 mm viria a se tornar padrão para a grande maioria das pistolas automáticas.

Apesar da grande popularidade alcançada, sua efetividade não fazia jus a tamanha reputação. Era, de fato, uma pistola extremamente bonita, proporcionava um bom manuseio e entregava muita precisão, porém, tinha muitas limitações para o contexto da Segunda Guerra Mundial.

Seu mecanismo era composto por peças extremamente pequenas que exigiam um trabalho de usinagem muito minucioso e uma montagem extremamente cuidadosa. Além disso, suas molas eram delicadas e seu sistema de culatra articulada sofria com as variações de potência do cartucho, fazendo com que a arma facilmente emperrasse e não funcionasse mais.

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Por conta disso, os fronts onde aconteciam os conflitos da Segunda Guerra eram completamente desfavoráveis ao uso da Luger P08. Neve, gelo, poeira e lama eram inimigos mortais do funcionamento dessa pistola, que, além de toda a sensibilidade a esses fatores, não tinha seu mecanismo coberto, facilitando ainda mais os enguiços.

Serviço da Luger P08 fora da Alemanha

Geralmente conhecida apenas por armar os soldados alemães, a Luger P08 também esteve presente no arsenal português, embora em uma quantidade muito menor. Cerca de 3.500 unidades da pistola no calibre 7,65×21 mm Parabellum foram adquiridas pela gestão do último rei de Portugal, D. Manuel II, em 1908, para equipar seu exército. Um ano depois, em 1909, um número não confirmado da mesma pistola, mas no calibre 9mm, também foi encomendado para Portugal, desta vez para a Marinha, que viria a realizar outro pedido da mesma pistola em 1912, porém, com algumas atualizações.

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Posterior a isso, Portugal faria novas aquisições em 1935 para a Guarda Nacional e em 1941 novamente para o Exército Português, porém, diferente da primeira compra, desta vez foram solicitadas no calibre 9mm. Estas pistolas serviriam como arma de serviço dos oficiais portugueses até 1961, quando foram aposentadas e substituídas pela sua sucessora, a Walther P38.

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Higor Mendes
Redator com cinco anos de experiência, apaixonado por história da Segunda Guerra Mundial, política, futebol e curiosidades em geral.

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