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Manfred von Richthofen – O Barão Vermelho

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Manfred von Richthofen

Conheça a história de Manfred von Richthofen (Barão Vermelho), o maior ás da Primeira Guerra Mundial

Um breve estudo da história nos apresenta inúmeros heróis oriundos dos grandes conflitos que assolaram as mais diversas nações ao redor do globo. O surgimento desses personagens nunca foi à toa. A popularidade desses protagonistas elevava o moral da tropa compatriota e, ao mesmo tempo, levava um certo terror psicológico ao inimigo. Um desses nomes foi o de Manfred von Richthofen, o Barão Vermelho.

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Imagine só: você está prestes a avançar em terras totalmente desconhecidas e, ainda por cima, há uma máquina de fazer guerra a sua procura. Esse era o terror psicológico imposto pelo Barão Vermelho, um habilidoso piloto de caça que não precisou de qualquer ajuda do governo para promover seu nome, uma vez que seus resultados em batalha falavam por si só.

A Primeira Guerra Mundial eclodiu em 28 de julho de 1914 e teve Manfred von Richthofen como um dos nomes mais emblemáticos do conflito. De elevada posição aristocrática dentro da Alemanha, a família von Richthofen foi uma das que mais possuiu combatentes entre seus integrantes. De todos, Manfred foi o mais popular, apesar de ter perdido a vida ainda jovem, com apenas 25 anos de idade.

Formação militar e interesse pela aviação

Manfred von Richthofen, o Barão Vermelho

Manfred von Richthofen, o Barão Vermelho

Não muito diferente do que aconteceu com as crianças de outras famílias aristocratas do Segundo Reich, Manfred iniciou sua vida militar muito cedo, com apenas dez anos de idade, quando foi enviado para o corpo de cadetes imperiais. Toda a sua formação o destinou a ser um oficial de cavalaria.

Logo que estourou a Primeira Guerra Mundial, Richthofen ainda chegou a ser enviado tanto para a frente ocidental quanto para a oriental, tendo atuado como oficial de reconhecimento na Rússia, na França e na Bélgica. Porém, com o início da chamada guerra de trincheiras, as operações de cavalaria acabaram se tornando ineficientes e seu regimento acabou extinto, levando-o a servir como operador de telefone de campo e entregador de correspondência.

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Extremamente desapontado com suas novas atribuições sem participação direta nos conflitos, passou a compor o setor de suprimentos do exército, onde também não encontrou satisfação. Seu interesse pela força aérea, onde se tornou famoso, veio após conhecer uma aeronave militar estacionada logo atrás das linhas de combate.

Fascinado, Manfred então pediu transferência para o Die Fliegertruppen des deutschen Kaiserreiches, o Serviço Aéreo Imperial Alemão, posteriormente nomeado apenas Luftstreitkrafte, onde iniciou apenas como observador em voos de reconhecimento na frente oriental.

Posteriormente, Manfred foi transferido para a frente de combate em Champagne, na França, onde acredita-se que tenha abatido um avião Farman utilizando sua metralhadora de observador, vitória essa que não foi contabilizada pelo fato do avião ter caído atrás das linhas inimigas e, por conta disso, não foi possível confirmar o abate.

Início de Manfred von Richthofen como piloto

Barão Vermelho a bordo de um avião

Barão Vermelho a bordo de uma aeronave

Em outubro de 1915, após um encontro com Oswald Boelcke, considerado o pai da Força Aérea Alemã, Manfred iniciou seu treinamento para se tornar piloto. No ano seguinte, foi inserido no esquadrão de bombardeio Jagdstaffel 2, como subordinado.

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Apesar de posteriormente se tornar um ás, o início não foi nada fácil. Manfred era um piloto muito abaixo da média, tinha dificuldades em controlar o avião e chegou até mesmo a cair em seu primeiro voo. Porém, não demorou até que ele obtivesse êxito em se adaptar às aeronaves e começasse a contabilizar seus abates.

O Barão Vermelho

Ilustração do Fokker triplano pilotado por Manfred von Richthofen

Ilustração do Fokker triplano vermelho pilotado por Manfred von Richthofen

Ao contrário do que faziam os pilotos de combate, Manfred não tinha qualquer intenção de passar despercebido pelo inimigo. Além disso, o ás também tinha uma certa vaidade quanto aos números de abates e, por conta disso, abandonou qualquer tipo de camuflagem possível e adotou a cor vermelha para os aviões que pilotava, com a intensão de provocar os pilotos da RAF, com quem sempre entrava em combate, e de garantir que seria reconhecido como o responsável pelos abates realizados.

Mesmo tendo conquistado grande parte de seus números a bordo do Albatroz C.III, foi o Fokker de três asas, também pintado de vermelho, quem virou o símbolo maior do Barão Vermelho e também sua última aeronave, encerrando sua trajetória no dia 21 de abril de 1918, com a marca de 80 abates confirmados, após levar um único tiro de origem até hoje discutida enquanto perseguia um avião inimigo.

Indicação de filme sobre o tema: O Barão Vermelho

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Higor Mendes
Redator com cinco anos de experiência, apaixonado por história da Segunda Guerra Mundial, política, futebol e curiosidades em geral.

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