A Força Aérea dos EUA declarou nesta na terça-feira um esquadrão inicial de caças Lockheed Martin F-35A prontos para o combate (IOC – Initial Operational Capability), marcando um ponto importante para um programa que tem enfrentado aumento de custos e atrasos.

A ação é mais uma conquista para o programa de US$ 379 bilhões, o maior projeto de armas do Pentágono. A decisão da Força Aérea segue a do U. S. Marine Corps de julho de 2015, que declarou um primeiro esquadrão de F-35 pronto para o combate.

“A decisão da Força Aérea dos Estados Unidos para tornar 15 jatos F-35A prontos para o combate envia uma mensagem simples e poderosa para amigos e inimigos da América igualmente – o F-35 pode cumprir a sua missão”, disse o chefe do programa, tenente-general da Força Aérea Chris Bogdan, em um comunicado.

Dan Grazier, um membro do Projeto de Supervisão do Governo (Project On Government Oversight), disse, no entanto, “Isto não é senão um golpe de relações públicas.” Ele acrescentou que não seria possível saber se os F-35 jatos estavam prontos para o combate antes dos testes iniciais.

“O programa não está fazendo tudo o que queriam que ele fizesse fazer… mas eles estão em um ponto agora onde ele está se estabilizando e por isso é um progresso”, disse Todd Harrison, um analista de defesa do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais.

Autoridades dizem que o F-35 vai dar aos militares dos EUA a capacidade de detectar aviões inimigos e outras ameaças muito além dos alcances atuais, permitindo que os jatos possam atacar alvos e desaparer muito antes de serem detectados.

O Air Combat Command (ACC) da USAF declarou que para ser totalmente capaz, precisa de duas Alas de Caças com 144 aviões equipando 6 esquadrões.

A Força Aérea dos EUA planeja comprar um total de 1.763 caças F-35A de decolagem e pouso convencional nos próximos anos e vai operar a maior frota de F-35 no mundo.

FONTE: Reuters