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Operação Teardrop – A Última Batalha do Atlântico

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Operação Teardrop - A Última Batalha do Atlântico
Operação Teardrop - A Última Batalha do Atlântico

O que foi a Operação Teardrop? A última Batalha do Atlântico deixou marcas eternas na história da humanidade, e certamente foi uma das operações mais intensas da marinha norte americana.

Operação Teardrop se trata de uma missão da Marinha dos EUA, realizada durante a Segunda Guerra Mundial entre Abril e Maio de 1945, o objetivo da operação era afundar os submarinos dos alemães nazistas que acreditavam estar em linhas próximas à costa dos EUA.

Além disso, os americanos especulam que os submarinos estavam armados com poderosas bombas voadoras do tipo V-1, de acordo com as informações obtidas pelo serviço ‘’aliados’’.

E algo completamente inesperado ocorreu durante a Operação Teardrop, 2 frotas bélicas anti submarinos com 42 destróieres e 4 porta-aviões foram capazes de destruir 5 Unterseeboots, mas acabaram perdendo 1 contratorpedeiro e tiveram 126 baixas durante o ato. O número de baixas entre os alemães foi de 218, e houve 33 capturas de marinheiros alemães.

Entre os sobreviventes alemães da tripulação do submarino U-546, 8 deles foram torturados brutalmente pelos soldados americanos. Inclusive os relatos do historiador Philip K descrevem que eles foram espancados e torturados durante interrogatórios que visavam obter informações rápidas.

Pois acreditavam que uma os alemães atacaram a costa com diversos submarinos com  bombas voadoras do tipo V-1. Mas após o fim da guerra acabaram descobrindo depois que eles não estavam armados com as bombas voadoras do tipo V-1.

Após os fatos, 2 submarinos alemães que restavam no Atlântico Norte acabaram se rendendo aos EUA e seus aliados, depois da assinatura oficial da rendição incondicional de Reich alemão, ocorrido na data de 08 de maio de 1945.

Operação Teardrop: Tortura em nome da vitória?

A guerra real é muito diferente dos filmes, e apesar de muitos soldados de fato terem uma honra inabalável, também é fato de que em nome da vitória muitas atrocidades acabam sendo cometidas.

Operação Teardrop: Tortura em nome da vitória?

E os Estados Unidos não está livre deste tipo de ação, afinal, eles também cometeram torturas em momentos cruciais. Em nome do resultado de uma guerra, é possível compreender que o ser humano é capaz de rasgar muitos dos seus limites morais.

Mas até que ponto isso é justificável? Em um conflito como a segunda guerra mundial, é compreensível a enorme pressão e ódio que os americanos possuíam em relação aos soldados da alemanha nazista, e como se tratava de uma questão estratégica, é possível entender o que levou eles a torturarem soldados alemães capturados.

Mas apesar desta compreensão, a tortura ainda assim é algo injustificável em condições normais, é chocante, e independentemente de quem seja o alvo torturado, esta pratica deve ser abominada e jamais praticada.

Senta a Pua! O que significa isso?

Quais os limites em uma Guerra?

É preciso romper a bolha que circunda nossos ajuizamentos, afinal, uma pessoa que nunca participou de uma guerra jamais terá condições de compreender completamente a realidade fática e emocional de um soldado pressionado constantemente pelo medo da morte.

Então, por mais que possamos julgar determinadas atitudes como exageradas ou imorais, quando se trata de uma guerra ocorre uma certa relativização, e a defesa de um território pode justificar certos excessos, apesar de ainda sim existir um certo limite moral até mesmo para as condições de uma guerra. 

Obviamente a tortura é um ato desumano e covarde, e independentemente da situação, o ato de tortura nunca será algo moral e muito menos razoável. Mas ao mesmo tempo, os soldados americanos que torturaram os prisioneiros alemães nazistas não podem ser classificados como torturadores cruéis sem levar em conta o contexto do ocorrido.

O fato de estarem participando da maior guerra de todos os tempos, e estarem enfrentando os nazistas, os quais foram o exército mais cruel de todos os tempos, faz com que os soldados americanos criaram uma tendência de romper certos limites morais para que pudessem ter a chance de expurgar o mal do nazismo.

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felipeblazerz
Redator há mais de 3 anos. Felipe é amante da filosofia e da geopolítica.

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