Após terríveis perdas em combate e sucessivos erros de estratégia impostos pelas intervenções pessoais de Adolf Hitler nas decisões de comando. O marechal de campo Friedrich Paulus se rendeu em 31 de janeiro de 1943 dando fim a decisiva batalha de Stalingrado, que selou o destino da Segunda Guerra Mundial.

A batalha de Stalingrado, marcou uma reviravolta no decorrer da Segunda Guerra Mundial

A propaganda alemã especulava que o lendário marechal Paulus tivesse cometido suicídio na cidade destruída e dominada pelas tropas soviéticas. Na Alemanha até foram organizados funerais simbólicos e Hitler colocou no caixão vazio uma coroa de flores…

Na verdade, tudo era diferente. Os videos soviéticos mostravam o comandante do 6º Exército saindo para encontrar os soldados soviéticos com as mãos ao alto.

“Paulus teve sempre dificuldades em tomar decisões importantes. Durante a rendição anunciou que, uma vez aprisionado, não pode dar ou emitir ordens.”

Deste modo, Paulus se tornou o primeiro marechal de campo na história militar nazista que se entregou ao adversário.

Entretanto, foi precisamente Paulus que virou uma figura-chave na organização de antinazistas alemães, afirma o jornalista-historiador, Konstantin Zalesski.

“O marechal de campo Friedrich Paulus acabou de passar para o lado do Comitê Antinazista. Este foi um sonho querido da Direção soviética de Prisioneiros de Guerra que realizara uma operação séria, visando sua contratação, ou, melhor dizendo, o aliciamento.”

Na prisão Friedrich Paulus estava se transformando em um comunista convencido –  Em 8 de agosto de 1944 foi gravado um dos seus discursos em que ele apelava ao povo alemão a entregar as armas e deixar a luta. Mais tarde, a gravação terá sido transmitida pela rádio alemã. Nos julgamentos de Nuremberg, Paulus prestou testemunho da parte da acusação soviética. Stalin até prometeu que ele seria repatriado. Contudo, o ex-marechal só pôde abandonar a URSS em 1953 após a morte do líder soviético.

“Paulus morava em Dresden, na qual todo o pessoal de serviço, incluindo empregadas de limpeza, eram agentes dos serviços especiais soviético. Tinha ao dispor um carro, mas só podia deslocar nele por itinerários indicados pelo motorista. Em soma, Paulus viveu uma vida completamente isolada.”

Assim, Paulus podia comunicar-se com um circulo restrito de pessoas. Dizem que, enquanto prisioneiro, encontrou-se com sua esposa que foi ter com ele na URSS. Mas esta informação não foi confirmada. A mulher de Paulus morreu em 1949 em Baden-Baden. A sua morte causou-lhe muita aflição. O antigo marechal de campo faleceu em 1957.