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Os maiores acidentes nucleares da história

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Veja os maiores acidentes nucleares da história

A energia nuclear é considerada uma forma de energia limpa, porém, os perigos estão na presença de radioatividade em seus reatores.

Responsável por cerca de 17% da produção de energia elétrica mundial, a energia nuclear é considerada uma forma de energia limpa, pois dispensa a queima de materiais que liberam gases estufa na atmosfera. Entretanto, os riscos estão na radioatividade dos elementos químicos utilizados no processo.

Acidentes causados em reatores de usinas nucleares podem ser desastrosos e atingir uma vasta área em seu entorno. Confira abaixo uma lista com os maiores acidentes nucleares da história.

Fukushima (2011)

Usina nuclear de Fukushima, no Japão

Usina nuclear de Fukushima, no Japão

O mais recente acidente nuclear ocorreu na usina Daiichi, em Fukushima, no Japão. Em 11 de março de 2011, após um terremoto de 9 graus na escala Richter, três dos seis reatores da usina foram seriamente comprometidos.

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O desastre nuclear de Fukushima foi classificado com grau 5 na Escala Internacional de Acidentes Nucleares (INES), sendo reconhecido como um dos maiores acidentes nucleares da história.

Yucca Flat (1970)

Crateras na área de Yucca Flat, em Nevada

Crateras na área de Yucca Flat, em Nevada

Localizada no Deserto de Nevada, Yucca Flat já foi intensamente utilizada como área de testes nucleares. Em dezembro de 1970, um destes testes provocou a contaminação com partículas radioativas lançadas na atmosfera, após a detonação de um dispositivo no subsolo, que provocou imensas rachaduras no solo da região.

Cerca de 86 funcionários foram contaminados e o destino dos funcionários que trabalhavam na área de Yucca Flat até hoje permanece um mistério.

Seversk (1993)

Usina de Tomsk-7, na cidade de Seversk, região da Sibéria

Usina de Tomsk-7, na cidade de Seversk, região da Sibéria

Seversk é uma região da Sibéria utilizada como sede indústrias químicas e de reatores nucleares. Em 1993, uma das usinas da área, a Tomsk-7, explodiu após um acidente com um dos tanques de substâncias nucleares, o que gerou uma grande nuvem radioativa e resultou no fechamento da usina.

Até hoje a região apresenta resquícios de radioatividade e a visitação só é possível mediante convite. O número de pessoas atingidas pelo incidente é desconhecido.

Acidente nuclear com Césio – 137 (1987)

Descontaminação realizada no ferro-velho, em Goiânia

Descontaminação realizada no ferro-velho, em Goiânia, após o acidente com Césio-137

Ocorrido em Goiânia, em 1987, o incidente com Césio-137 foi desencadeado pelo contato de várias pessoas com uma cápsula de chumbo contendo cloreto de césio.

Atraídos pelo intenso brilho da cápsula, dois catadores de papel encontraram o objeto em um aparelho de radioterapia abandonado em um ferro-velho. Inocentemente, o dono do ferro-velho levou a substância para casa para mostrar aos seus conhecidos o misterioso pó de coloração branca que brilhava no escuro.

Não demorou para que as pessoas apresentassem sintomas de contaminação por radioatividade. No total, houveram onze vítimas fatais e mais de 100 mil pessoas foram contaminadas.

Após o acidente, um depósito foi construído para armazenar o lixo atômico coletado durante o processo de descontaminação na região de Abadia, em Goiânia. O acidente radioativo atingiu nível 5, segundo a INES, e é considerado o maior acidente com radioatividade do mundo, fora de instalações oficiais.

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Three Mile Island (1979)

Usina de Three Mile Island em Harrisburg, na Pensilvânia

Usina de Three Mile Island em Harrisburg, na Pensilvânia

Mais um acidente que atingiu nível 5 na Escala Internacional de Eventos Nucleares, ocorrido em 28 de março de 1979 na região de Harrisburg, na Pensilvânia. Após apresentar problemas mecânicos, a usina de Three Mile Island apresentou superaquecimento dos reatores. Antes que houvesse uma explosão, os funcionários optaram por liberar o vapor e gases para a atmosfera.

Com isso, mais de 25 mil pessoas tiveram contato com as substâncias em suspensão, mas nenhuma delas morreu ou teve sintomas de contaminação por radiação. Ainda assim, não há como saber quais serão as consequências para estas pessoas a longo prazo.

Usina nuclear de Chernobyl (1986)

Usina de Chernobyl atualmente

Usina de Chernobyl atualmente. Cubo de concreto é a única barreira contra a radioatividade

O maior e mais conhecido acidente nuclear da história ocorreu em 26 de abril de 1986, no reator 4 da central nuclear de Chernobyl, perto da cidade de Pripyat, na então República Socialista Soviética da Ucrânia.

Ocasionado por problemas técnicos nos reatores nucleares, o acidente resultou na liberação de uma nuvem de substâncias radioativas com incríveis 70 toneladas de urânio de 900 toneladas de grafite na atmosfera.

O acidente de Chernobyl causou mais de 2,4 milhões de mortes e foi o único da história a receber a classificação de grau 7 na INES, o mais alto dentre os níveis da Escala. Após a explosão, vários trabalhadores foram enviados para pagar o fogo, porém, esta foi uma missão suicida, visto que os funcionários não tinham equipamento adequado e morreram durante o combate às chamas. Estes funcionários ficaram conhecidos como “liquidadores”.

A radiação da explosão em Chernobyl foi cerca de 400 vezes maior que o emitido pela bomba atômica Little Boy, lançada sobre Hiroshima, no Japão, em 6 de agosto de 1945, durante a Segunda Guerra Mundial.

Info: BASE – Nuclear accidents

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Higor Mendes
Redator com cinco anos de experiência, apaixonado por história da Segunda Guerra Mundial, política, futebol e curiosidades em geral.

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