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Benito Mussolini: a trajetória política do ditador italiano

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Benito Mussolini

Conheça a trajetória política de Benito Mussolini

Benito Mussolini nasceu em 1883 e foi o líder do famigerado Partido Nacional Fascista Italiano, o primeiro grupo representante da ideologia totalitária que mais tarde viria a inspirar o ditador alemão Adolf Hitler: o Fascismo.

Mussolini veio a se tornar primeiro-ministro da Itália após nomeação do rei Victor Emmanuel III, em 1922, ocorrida após a famosa Marcha Sobre Roma, quando integrantes do Partido Fascista tomaram conta das ruas de Roma com o objetivo de fazer com que o monarca elevasse o líder do partido ao poder na Itália.

Com Benito Mussolini no poder, a ideologia liderada por ele acabou servindo de modelo não apenas para a Alemanha, com Hitler, mas também para países como Portugal, com Salazar; Espanha, com Francisco Franco; e até mesmo o Brasil, com Getúlio Vargas.

Formação política de Mussolini

Mussolini e integrantes do Partido Fascista na Marcha Sobre Roma

Mussolini e integrantes do Partido Fascista na Marcha Sobre Roma

Sua vida política se iniciou nos primeiros anos do século XX, em meio a um período onde o socialismo, o anarquismo e o sindicalismo trabalhista eram as tendências políticas. Escrevendo artigos para o jornal Avanti!, de propriedade do Partido Socialista Italiano, iniciou sua atividade política por meio do jornalismo, militando em favor do socialismo italiano.

À época do início da Primeira Guerra Mundial, em 1914, já exercendo a função de diretor do jornal Avanti!, Mussolini passou a pressionar para que os membros do Partido Socialista defendessem a entrada da Itália no conflito, atitude que dividiu opiniões e acabou resultando em sua saída do partido.

Sem apoio dos camaradas socialistas quanto a entrada do país na guerra, Benito Mussolini alistou-se no Exército e partiu rumo ao front, decisão que teria grande influência em sua visão política. Do socialismo, Mussolini passou, então, à ideia de Estado forte e centralizado na figura de um líder, que na Itália recebeu o nome de Dulce. Após o fim da Primeira Guerra, essa visão se mostrou bem aceita pela população e acabou originando o Fascismo.

Partido Nacional Fascista Italiano

Benito Mussolini discursa para o povo italiano

Benito Mussolini discursa para o povo italiano

Aliado a camponeses, profissionais liberais, estudantes, trabalhadores industriais e ex-combatentes da Grande Guerra, Mussolini fundou, em 1919, o Fasci Italiani di Combattimento, organização paramilitar que evoluiu para a criação do Partido Nacional Fascista Italiano.

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Os dois anos seguintes foram marcados por articulações políticas do grupo para alcançar o poder, algumas delas legais, como concorrer em eleições, enquanto outras tinham teor ilegal, como sabotagens e atos violentos contra opositores e adversários.

Mais tarde, em 1922, após grande adesão do povo italiano ao Partido Fascista, o rei Victor Emmanuel III se viu pressionado a nomear Mussolini como primeiro-ministro, sendo a Marcha Sobre Roma o fator determinante para tal decisão.

Benito Mussolini no poder

Benito Mussolini

Discurso de Benito Mussolini

Assim que assumiu o poder, Benito Mussolini iniciou sua política de Estado Forte com pilares em ideias como o controle dos sindicatos e associações trabalhistas, a formação de monopólios comerciais com controle total do governo e desenvolvimento da indústria de armamentos.

Entre as medidas mais marcantes do período Benito Mussolini, duas se destacam: a promulgação da Carta do Trabalho, em 1927, e o Tratado de Latrão, em 1929. A primeira impunha regras de organização de trabalhadores no contexto do Estado Corporativo, enquanto a segunda concedia ao Papa e à Igreja Católica a autoridade sobre a soberania do Estado do Vaticano.

O Pacto Tripartite das Potências do Eixo Roma-Berlin-Tóquio

Benito Mussolini, Adolf Hitler e o Imperador Hirohito

Em meados da década de 1930, Mussolini colocou em prática operações militares na Etiópia, que na época tinha o nome de Abissínia, no Norte da África, chegando a utilizar até mesmo armas químicas. A movimentação militar italiana acabou chamando a atenção de países como França e Inglaterra, que repudiaram veemente os métodos do fascista.

Para avançar em seus objetivos na África, o Dulce se viu obrigado a buscar apoio militar, principalmente bélico. Nesse contexto, em 1935 começaram então os primeiros tratados entre Benito Mussolini e a Alemanha, na época encabeçada por Adolf Hitler.

Um ano depois, em 1936, o Império Japonês, liderado pelo Imperador Hirohito, aderiu à aliança, concretizando o Pacto Tripartite das Potências do Eixo Roma-Berlim-Tóquio. Anos mais tarde, em 1939, a aliança estabeleceria também um dos lados combatentes da Segunda Guerra Mundial.

Morte de Benito Mussolini

Mussolini e Clara Petacci, sua amante, após serem executados pela Resistência

Benito Mussolini e Clara Petacci, sua amante, após serem executados pela Resistência

Em 1943, em meio aos confrontos da Segunda Guerra Mundial, Benito Mussolini acabou capturado por tropas aliadas após a invasão da Sicília. O fascista foi mantido prisioneiro de 28 de agosto a 12 de setembro de 1943, no Hotel Campo Imperatore, na encosta do Monte Portella, até ser libertado por paraquedistas da SS nazista durante uma operação alemã.

Nessa região, mais precisamente em Salò, Mussolini, já sem a mesma influência política e militar, fundou a República Social Fascista, uma tentativa de se reestruturar no poder através da tutela nazista.

No entanto, a tentativa de Benito Mussolini de se reestabelecer politicamente fracassou em abril de 1945, devido ao avanço dos aliados sobre as regiões dominadas pelos nazistas e sobre a Alemanha em si. No dia 28 de abril daquele ano, Benito Mussolini foi capturado por membros da Resistência Italiana, foi fuzilado junto de sua amante, Clara Petacci, e ambos tiveram seus corpos expostos em praça pública por vários dias.

Informações: History

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Higor Mendes
Redator com cinco anos de experiência, apaixonado por história da Segunda Guerra Mundial, política, futebol e curiosidades em geral.

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